Confira o top 7 feito pelo site Viagem em Pauta

Ago 02

Confira o top 7 feito pelo site Viagem em Pauta


Principal destino do turismo sergipano, Velho Chico tem experiências únicas

Desde que viu surgir cânions navegáveis, após a construção da Hidrelétrica de Xingó, no extremo noroeste de Sergipe e em pleno rio São Francisco, o município de Canindé de São Francisco virou uma espécie de meca do turismo sergipano e passou a atrair grupos que fazem bate e volta, a partir da capital Aracaju.

Rapel no Cânion do Xingó, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Rapel no Cânion do Xingó, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Antiga área inóspita não navegável e de difícil acesso, imensos corredores estreitos de rochas talhadas do rio São Francisco surgiram com a construção da barragem da Hidrelétrica de Xingó, em 1995, considerada uma das maiores do Brasil.

Aquelas águas represadas deram lugar ao Cânion do Xingó, localizado em um vale de 65 km de extensão e com uma profundidade média de 150 metros, onde é possível navegar a bordo de catamarãs, fazer passeios em pequenas embarcações que cruzam corredores estreitos do cânion, fazer rapel e até praticar Stand Up Paddle.

Tudo isso, em pleno rio São Francisco.

Confira 7 experiências na região do Velho Chico:

1. Sobrevoo de helicóptero

Sobrevoo no rio São Francisco, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Se o rio São Francisco paralisa em níveis ribeirinhos, é do alto que esse rio mostra a monumentalidade de seus 2.800 km de extensão.

Com saídas do Complexo Turístico Karrankas, a 7 km de Canindé, os passeios de helicóptero na região sobrevoam atrações como a Hidrelétrica de Xingó, o centro histórico de Piranhas, em Alagoas, e o Cânion do São Francisco, um tour que varia de 4 a 18 minutos de voo (R$ 140 e R$ 480 por pessoa, respectivamente).

Sobrevoo na Hidrelétrica de Xingó, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Sobrevoo na Hidrelétrica de Xingó, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Saiba mais: www.xingoadventure.com.br / www.mfturxingo.com.br

2. Barco a remo

Cenário improvável, há duas décadas, o Xingó é o quinto maior cânion navegável do mundo, onde o surgimento de lagos engoliu cachoeiras e corredeiras, devido a seu represamento.

Passeio em barco a remo, no rio São Francisco, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Passeio em barco a remo, no rio São Francisco, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

E é na base daGruta do Talhado, sobre águas de tons esverdeados, que visitantes fazem um dos passeios mais simples e impactantes de todo o roteiro, uma navegação entre imensos paredões de granito avermelhado, a bordo de pequenas embarcações a remo (R$10/10 minutos).

3. Rapel no Cânion do Xingó

Rapel no rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no extremo noroeste de Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Rapel no rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no extremo noroeste de Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

É do bar Show da Natureza, em Canindé de São Francisco, que saem os pequenos grupos de aventureiros que realizam a trilha de 800 metros até uma das plataformas naturais do cânion, na base do Talhado, por onde descem 40 metros em rapel até o rio São Francisco (a partir de R$ 120 por pessoa/grupos de 10 participantes). Saiba mais: www.xingoadventure.com.br

4. Navegação entre os cânions

A partir de Canindé, são 15 km de navegação até o Paraíso do Talhado, um cenográfico trecho de rio, cujo nome é uma referência aos contornos das rochas talhadas pela combinação de ventos, chuva e variações térmicas.

Navegação pelos cânions do São Francisco (foto: Eduardo Vessoni)

Navegação pelos cânions do São Francisco (foto: Eduardo Vessoni)

A viagem dura uma hora e segue no ritmo lento do rio, uma experiência tranquila que só é quebrada pela insistente música alta que dispersa (e incomoda) quem foi até ali para ver um dos cenários naturais mais exóticos de todo o Nordeste.

A sequência barulhenta de forrós comerciais e outros ritmos nordestinos só fica pior quando a entrada para o cânion desponta lá na frente e a tripulação aciona a música tema do filme “Carruagens de Fogo”, acompanhado de um sonoro e dramático “senhoras e senhores, preparem-se…”.

No local, é possível nadar no rio, em uma piscina natural delimitada com raias de piscina. (R$ 90, por pessoa) Saiba mais: www.mfturxingo.com.br

5. Cangaço

Vista da Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Vista da Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Em julho de 1938, o cangaço teria uma de suas baixas mais significativas.

Foi naquele dia que Lampião, Maria Bonita e outros 9 cangaceiros foram pegos de surpresa pela polícia alagoana, em uma emboscada na Grota do Angico, em Poço Redondo, vizinha a Canindé de São Francisco.

As cabeças degoladas pela ‘volante’, como era chamada a polícia de então, foram levadas até Piranhas, em Alagoas, e expostas na escadaria da Prefeitura.

Rota do Cangaço, em direção à Grota do Angico (foto: Eduardo Vessoni)

Rota do Cangaço, em direção à Grota do Angico (foto: Eduardo Vessoni)

A trilha da época pode ser feita no Cangaço Eco Parque, onde os visitantes caminham 3,5 km (ida e volta) até o local da morte dos cangaceiros e podem ser vistas cruzes em suas homenagens.
Saiba mais: www.mfturxingo.com.br

6. Vale dos Mestres

E quando a viagem parece esgotar suas possibilidades cenográficas surrealistas, os mais intrépidos seguem para mais uma trilha, onde Caatinga, misticismo e arte rupestre se encontram em um mesmo endereço.

Localizada próximo ao povoado de Curituba, na fazenda Poço Verde, a trilha do Vale dos Mestres é uma caminhada que passa por sítios arqueológicos, em estado questionável de preservação, com pinturas de mais de três mil anos e paredões de rochas esculpidas, naturalmente, ao longo do tempo, no leito do Rio Poço, um dos afluentes do São Francisco.

Vale dos Mestres, na região de Canindé de São Francisco (foto: Eduardo Vessoni)

Vale dos Mestres, na região de Canindé de São Francisco (foto: Eduardo Vessoni)

Nesse cenário que mistura xiquexiques, mandacarus e formas que parecem lunares, tem até quem acredite na existência de sinais de civilizações anteriores à chegada dos europeus no Brasil.

A trilha de 2 km, aproximadamente, termina nas águas do lago de Xingó, onde a gente se convence, de uma vez, que o sertão já foi o mar e que Lampião tinha certo espírito aventureiro, em busca de cenários inexplorados do Nordeste.

Embora apresente baixa dificuldade, a trilha só deve ser feita com o acompanhamento de um guia, que deve ser contratado em Canindé de São Francisco.

7. MAX

Durante 10 anos, arqueólogos mapearam os sítios que seriam submersos com a futura inundação do Xingó e todas as peças foram levadas para o Museu Arqueológico de Xingó, criado em 2000, a fim de preservar o patrimônio arqueológico do Baixo São Francisco.

Localizado a 5 km do centro de Canindé, o MAX conta com uma exposição permanente de achados no lago da usina hidrelétrica, cujo acervo abriga peças com idade que vão de 1.280 a 9 mil anos como panelas de barro e ferramentas líticas, cerâmicas decoradas, lisas e pintadas; pedras lascadas e polidas; e peças funerárias.

Arte ruepstre em exposição no MAX, Museu Arqueológico de Xingó, em Canindé do São Francisco (foto: Eduardo Vessoni)

Arte ruepstre em exposição no MAX, Museu Arqueológico de Xingó, em Canindé do São Francisco (foto: Eduardo Vessoni)

Desenvolvido pela UFS (Universidade Federal de Sergipe), o espaço se destaca por permitir que os visitantes toquem em peças originais como um pilão de 5.570 anos.

O que a hidrelétrica escondeu, o MAX conseguiu trazer para mais perto dos viajantes.

Museu Arqueológico de Xingó
Rodovia Canindé – Piranhas (Canindé do São Francisco)
Tel.: (79) 2105-6453 / 2105-6448
De ter. a sáb., das 8h às 17h; dom., das 8h às 16h
Entrada: R$ 5

VEJA TAMBÉM: “O museu mais arretado do Nordeste”

Fonte: Viagem em Pauta - Principal destino do turismo sergipano, Velho Chico tem experiências únicas

(* O Viagem em Pauta visitou Sergipe com o apoio da Secretaria do Turismo e do Esporte de Sergipe e da GoPro)

 

Comentários

Quer conhecer a região de Xingó e se hospedar no melhor hotel?