Conheça o Complexo do Xingó, o sertão de Lampião

Dez 16

Conheça o Complexo do Xingó, o sertão de Lampião


Cânions são cartão de visitas do destino, na divisa de Alagoas e Sergipe

Na divisa dos Estados de Alagoas e Sergipe, em pleno sertão do Brasil, um lugar guarda as memórias e histórias do “rei do cangaço”, Lampião, e as belezas do “Velho Chico” - como é chamado no Nordeste o rio São Francisco. 

Arqueologia, cangaço, caatinga, navegação e cânions são os atrativos do Complexo do Xingó, um destino que por muito tempo foi apenas um entre tantos passeios feitos por turistas hospedados em Maceió e Aracaju, mas que agora ganha vida própria.

A região, que na era do Cangaço foi explorada pelo bando de Lampião e Maria Bonita, hoje recebe milhares de turistas em busca de história, cultura e ecologia.

Com duas portas de entrada – a cidade de Canindé, no alto sertão sergipano e a 200 quilômetros de Aracaju, e a cidade alagoana de Piranhas, ambas distantes apenas 16 quilômetros e unidas por uma ponte.

O cartão de vistas do roteiro é o passeio ao Cânion de Xingó, que integra nas águas do Velho Chico os Estados de Sergipe, Alagoas e Bahia e projetou o município no mapa turístico do Brasil.

Por catamarã

Para desfrutar das belezas do Cânion é preciso chegar ao Restaurante Karranca’s, em Canindé, para embarcar em um dos seis catamarãs, com capacidade para 260 pessoas cada um. Outra opção é fazer o passeio em lanchas ou helicópteros.

“É o segundo maior cânion da América do Sul e o maior em extensão navegável do mundo, com cerca de 150 quilômetros, englobando quatro Estados nordestinos”, revela Patrícia Brasil, diretora de Marketing do Complexo Turístico do Xingó.

“Ele finda no Grotão do Angico, no município de Poço Redondo, lugar de grande importância histórica, onde em 28 de julho de 1938 o bando de lampião foi encurralado, no massacre comandado pelo tenente João Bezerra da Silva”, acrescenta o guia turístico local Genilson Aragão.

Segundo ele, o Cânion - um vale com 170 m de profundidade e largura variável entre 50 e 300 metros - surgiu em um abalo tectônico ocorrido há 65 milhões de anos, quando a região era mar. 
“Com ele o mar regrediu e ficaram as fendas, que foram sendo lapidadas através da ação eólica, térmica e das águas pluviais. A construção da Usina Hidrelétrica, há cerca de 17 anos, elevou em 140 metros o nível das águas do Rio São Francisco, possibilitando os passeios de catamarã”, explica o guia.

Formações

Na visita de 15 quilômetros, o turista pode vislumbrar várias formações rochosas, como a Pedra Gavião e do Japonês, enseadas e ilhas. “Em uma das paradas há a imagem do padroeiro em uma capela natural, que se tornou um ponto de turismo religioso. Ali já foi realizado até casamento”, conta Patrícia.

O passeio segue até o Paraíso do Talhado, um dos trechos mais bonitos do cânion e ponto de parada para os visitantes mergulharem nas águas do Velho Chico. 
“A beleza e o tamanho dos paredões, a coloração das águas e as pedras impressionam os turistas”, diz Aragão.

Comentários

Quer conhecer a região de Xingó e se hospedar no melhor hotel?